segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

QUÊNIA Pr.KITHAKA ASSASSINADO

Sarah Kithaka, viúva do Pr.

Cerca de um mês após o trágico incidente, Sarah Kithaka, viúva do pastor Ibrahim, e seus filhos Betty (34), Samuel (30), Paul (24), Mary (22), Rose (19), Emmanuel (16) e Isaac (14), receberam a Portas Abertas em sua casa. Eles ainda estavam tentando lidar com os acontecimentos que mudaram sua vida de forma irreversível.

Naquele dia, o pastor Kithaka precisava cuidar de alguns negócios em sua fazenda; alguém queria comprar cabras. Ele concluiu a negociação rapidamente, mas queria parar no supermercado antes de voltar para casa. Falou brevemente com uma de suas filhas, Mary, por telefone, informando que estava a caminho de casa e avisou que levaria algo para o jantar.

Como ele estava levando mais tempo que o esperado, Mary ligou novamente para ele, ao que ele respondeu que encontrara algumas pessoas que queriam carona e planejava levá-las antes de voltar para casa.

“Aquela foi a última vez que alguém ouviu algo dele”, Samson, irmão mais novo do pastor, que estava apoiando a família, explicou.

Quando anoiteceu, Sarah e Mary tentaram ligar para ele novamente, mas, desta vez, Kithaka não atendeu. Supondo que sua demora se devia ao fato de que era comum que ele fosse parado por alguém para conversar, não se preocuparam muito. Entretanto, quando poucas horas depois, ele ainda não havia retornado e ambos os telefones estavam desligados, a preocupação de sua família transformou-se em aflição. 

“Perguntamos aos vizinhos, aos membros da igreja e aos familiares ao redor. Ninguém o havia visto depois que ele deixou o centro comercial com os estranhos. Por fim, chamamos a polícia.” 
A busca durou a noite toda. 
“Nós o procuramos na fazenda, na igreja, no hospital… Nada! No final do dia seguinte, um amigo ligou. Haviam encontrado a moto de Ibrahim. Mas ele estava longe de ser encontrado. Apressando-nos, começamos a procurá-lo pelos arbustos em volta daquela área.” 

Encontraram o corpo do pastor cerca de 300 metros dali, em um matagal. É difícil imaginar quão chocante deve ter sido esta cena para eles. Sarah não hesita em compartilhar os detalhes. “Ele estava deitado de costas. Foi esfaqueado no rosto, e a parte de trás de seu crânio foi esmagada”. 
Ninguém sabe por que Kithaka foi assassinado e uma infinidade de perguntas permanece sem resposta. “Seus telefones e sua carteira não foram roubados. Seu relógio ainda estava em seu pulso. Suas roupas estavam intactas. E a moto não foi roubada. Não foi um assalto. Não foi uma negociação que deu errado... Não foi por causa de um desentendimento com alguém… Meu marido foi assassinado por razões que ainda desconhecemos.” 

A polícia queniana afirmou que mantém Samantha Lethwaine, também conhecida como “Viúva Branca”, como principal suspeita. Ela é procurada por sete assassinatos no Quênia e tem ligação com o ataque ao Westgate Mall, em setembro, que deixou mais de 70 mortos. Não se sabe por que ela teria o pastor Ibrahim como alvo. 

“É muito difícil! Ibrahim viveu para servir a Deus e ao povo de Deus. Essa era sua paixão… Meu marido era tão amado aqui… ele também amava as pessoas. Ensinava os pobres e apoiava muitos outros até sua morte. Estava ajudando a pagar as taxas escolares para oito estudantes carentes... Fez isso porque queria que eles fossem bem-sucedidos na vida. Não queria que alguém não tivesse oportunidade por causa da pobreza. Ninguém entende quem poderia matá-lo e por quê. Não faz sentido!” 

Sua morte não é somente uma tragédia para a família. Também é uma grande perda para a comunidade. “Perdemos uma pessoa vital”, disse Douglas Karisa, presbítero da igreja, à Portas Abertas. “Ibrahim amava estar envolvido no desenvolvimento socioeconômico! Ele queria que todos prosperassem. E amava ensinar a Palavra de Deus. Ele foi fundamental no fortalecimento da igreja nesta área e seu ensino nos fez fortes no Senhor. Quando olhamos para o investimento de Ibrahim em tempo, esforço, recursos e orientação para tornar-se o líder forte que ele era, como podemos calcular nossa perda? Aceitamos que não podemos mudar a situação. O que aconteceu, aconteceu. Devemos encontrar um meio de prosseguir apesar da dor”. 

Lidar com a perda é muito difícil, mas a família é grata porque pode recorrer a Deus e é apoiada pela igreja local. “Apegamo-nos a Deus em fé e oração. Somos encorajados pela preocupação demonstrada pela liderança da igreja, família e amigos. Deus tem nos sustentado”.

FONTE:www. portasabertas.com.br

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