segunda-feira, 22 de abril de 2013

MÉXICO - MAIS DE QUINZE ANOS DE PRISÃO


"Levanto os meus olhos para os montes e pergunto: de onde me vem o socorro? O meu socorro vem do Senhor, que fez os céus e a terra". Salmos 121.1,2

A primeira seção do Supremo Tribunal de Justiça da Nação ordenou a libertação imediata de 15 índios envolvidos no caso Acteal. Eles haviam sido condenados por homicídio, assalto e posse ilícita de armas de fogo de uso restrito do exército. Isso se deu por conta do massacre de 45 indígenas Tzotzil, na comunidade de Acteal, em 22 de dezembro de 1997. As vítimas, em sua maioria mulheres e crianças, pertenciam à organização indígena Las Abejas - As Abelhas.

Os anos seguintes foram preenchidos com apelos, injunções, pedidos de revisão e, finalmente, o reconhecimento da inocência dos detidos pela maior instância judicial do país. Anterior a esse, outro grupo de prisioneiros foi libertado. Dos 17 presos restantes, 15 foram postos em liberdade essa semana, após mais de quinze anos de prisão!

A equipe da Portas Abertas no México viajou ao encontro deles para celebrar a sua liberdade. Eles pediram para que continuemos em oração pelos dois irmãos que ainda estão presos; para que a paz de Deus esteja sobre a vida deles. Pedem também que oremos pelo regresso pacífico dos homens que foram soltos e a sua relação com os membros da comunidade Las Abejas a partir de agora.


Fonte: Portas Abertas Internacional

quinta-feira, 18 de abril de 2013

NÃO HÁ QUALQUER LIBERDADE RELIGIOSA NA COREIA DO NORTE.


Domingo da Igreja Perseguida - 26 de maio 2013

Sempre quando alguém se aproximava do portão de sua casa, a pequena Hye corria o mais rápido possível para avisar aos seus pais que o culto deveria ser interrompido. Esse foi o maior propósito de sua vida durante muitos anos, até a polícia secreta prender o seu pai.

Tudo aconteceu em 1994, quando Kim Il-Sung, o "Grande Líder" morreu e a Coreia do Norte estava de luto (hoje, 15 de abril, comemora-se o 101º aniversário dele). Hye deixou sua casa por algumas horas sem saber que não tornaria ver seu pai novamente. Oficiais da Agência de Segurança Nacional invadiram a casa de sua família durante um culto e levaram seu pai preso.
Quando Hye chegou em casa, ficou esperando seu pai abrir o portão. Ela era a caçula de seus irmãos, sempre foi tratada com todo o cuidado. Seu pai a recebia com um abraço apertado todas as vezes que ela voltava da escola. Mas dessa vez, ele não estava lá. Hye procurou por ele em seu quarto, mas também não estava lá. Foi então que ela percebeu que o seu maior medo havia se tornado realidade: seu pai fora preso pelo governo da Coreia do Norte.

Hye ficou inconsolável, arrasada! Será que ela poderia culpar a Deus pela tragédia que havia acometido sua família? Mesmo em meio à dor, ela não pensava dessa forma. Na verdade, nem houve tempo para isso. Apenas duas semanas depois, a avó de Hye – sua grande heroína na fé – faleceu.
Vovó havia lhe ensinado tantas coisas sobre o relacionamento com Deus. Apesar de viverem dias difíceis, sua avó sempre lhe dizia para confiar no Senhor Jesus. Hye conta sob quais circunstâncias aprendeu a admirá-la ainda mais: "Sabíamos que as mesmas pessoas que haviam prendido o meu pai estavam vindo atrás de nós. Então, teríamos de queimar nossa Bíblia".

Apesar de seu grande apego àquele livro, a avó acalmou a todos, mas fez com que a família prometesse algo que marcou a vida de Hye para sempre: "Prometam-me que vocês irão perseverar firmes na fé".

Quando as chamas devoraram as páginas da Bíblia, vovó chorou intensamente, fechou os olhos e partiu para morar no céu. "Todos nós morreremos um dia. Talvez nós, cristãos, morramos um pouco mais cedo do que os outros porque o céu espera por nós!", dizia a senhorinha que tanto inspirou a vida cristã de Hye.

Com a Bíblia de seu pai confiscada e a de sua avó, queimada, não havia mais a Palavra de Deus na casa, exceto pelo que eles haviam decorado.
"Desesperadamente, minha irmã escreveu em um papel tudo o que lembrava e guardou em um lugar secreto. Ela lia sempre que estava passando por momentos difíceis. Acontece que, aqui na Coreia do Norte, praticamente todos os momentos são difíceis. Ainda mais se você é cristão", relembra Hye. 
A sobrevivência de cada dia
O medo de ser preso como o pai assombrou a família de Hye por muito tempo. "O som mais assustador que já ouvi foi o de carros no meio da noite", confessou ela. Quase não havia carros na região onde moravam. Por isso, todas as vezes que ouviam um veículo passando, pensavam que aqueles policiais iriam buscá-los também. "Na manhã seguinte, as pessoas olhavam pelas janelas de outras casas para ver se alguma família estava faltando. Estávamos sempre preparados para deixar nosso lar".
Hye viveu nessa situação vulnerável e instável por mais de dez anos até que conseguiu atravessar a fronteira da Coreia do Norte com a China. Tempos depois conseguiu chegar à Coreia do Sul, onde vive hoje. Tempos depois, sua mãe fez o mesmo trajeto. Assim que ambas foram reconhecidas como refugiadas, elas se juntaram ao grande número de cristãos norte-coreanos que imigraram por conta da perseguição e opressão.
Refugiados, como Hye, não entendem como as coisas podem ser mantidas como são hoje: "O governo ignora a liberdade em todos os âmbtos, o nível dos direitos humanos é de zero. Não pode se praticar nenhuma religião. O líder da Coreia do Norte tem de ser adorado como deus, e isso não vai mudar, a menos que o regime entre em colapso", disse um deles. Leia mais em "Não há qualquer liberdade religiosa na Coreia do Norte". 
A Portas Abertas tem amparado refugiados como Hye na China, a porta de escape de vários deles. Para aqueles que, ao contrário de Hye, não conhecem a Jesus, nossos colaboradores explanam a Palavra de Deus, e muitos têm se convertido e voltado como missionários a sua terra natal.
FontePortas Abertas Internacional
TraduçãoAna Luíza Vastag
OREMOS POR ESTA NAÇÃO E PARTICIPE DA DIP DOMINGO DA IGREJA PERSEGUIDA 26 MAIO 2013

segunda-feira, 15 de abril de 2013

“COMO UMA PESSOA TÃO BOA COMO VOCÊ NÃO ACREDITA EM DEUS?”.

Ser ateu

“Como uma pessoa tão boa como você não acredita em Deus?”. Esta é uma pergunta que a professora Erika Kodato, 40 anos, ouve com frequência. Ateísta, ela vai toda semana a um abrigo de menores à espera de adoção para dar não só aulas de reforço escolar, mas também carinho de mãe. “Se você é ateu, não esperam de você atitudes de solidariedade. É como se você fosse uma pessoa individualista ou materialista simplesmente porque não crê em Deus”, diz ela.
Na entidade Casa São José, em Arujá (SP), Erika trabalha com sete crianças entre 7 e 14 anos. Além do carinho, beijos e abraços, a professora auxilia nas dúvidas da lição de casa, ensina origami e faz atividades para desenvolver o aprendizado. “É uma espécie de reforço escolar mais individualizado. As crianças geralmente têm pai e mãe para fazer isso, mas estas não têm”, explica.
Erika é ateísta desde sempre. O avô e o pai dela também eram ateus, assim como três filhos da professora. Para ela, é muito natural não crer em uma entidade divina. Mas Erika entende que isso soa estranho em um país tão católico como o Brasil. “Até eu me pego usando expressões do tipo ‘graças a Deus’. Faz parte da nossa cultura”, conta, bem-humorada.
Embora o ateísmo já seja uma opção natural na família, ela diz que não ficaria chateada se um dos filhos decidisse seguir uma religião. “Vou achar legal, sinal que dei a eles liberdade suficiente para fazer o que quiserem. Acreditar em Deus é um sentimento. Algumas pessoas têm, outras não”.
Além do trabalho que faz na entidade, Erika também é expert em incentivar outras pessoas a se tornarem voluntárias. Professora de geografia em uma escola particular de Arujá, ela organiza visitas mensais dos alunos adolescentes ao abrigo, para fazer brincadeiras e contação de histórias. Ela também convenceu o professor de pilates a dar aulas regulares para as crianças. “A única coisa que digo é: se começou, tem que fazer pra sempre, porque eles se apegam mesmo”, conta.
Alessandra Oggioni , especial para o iG São Paulo | 09/04/2013 05:00:59

Esta é uma reportagem de uma professora ateísta de  40 anos procurando fazer o bem, Que é Bíblico.
O que é ser ateu?
Ateísmo, num sentido amplo, é a rejeição ou ausência da crença na existência de divindades e outros seres sobrenaturais. O ateísmo é contrastado com o teísmo, que em sua forma mais geral é a crença de que existe pelo menos uma divindade. Num sentido mais restrito, o ateísmo é precisamente a posição de que não existem divindades.
E vós, irmãos, não vos canseis de fazer o bem. 2Tess.3:13
Mas a Bíblia nos alerta que não é pelas boas obras que seremos salvo.
Para mostrar nos séculos vindouros as abundantes riquezas da sua graça pela sua benignidade para conosco em Cristo Jesus.
Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus.
Não vem das obras, para que ninguém se glorie; 
Efésios 2:7-9


Quantas “Erikas” existem? pessoas que só querem fazer o bem, além de fazer ela incentiva outras pessoas a serem voluntarias. Podemos imaginar como seria esta vida nas mãos do Senhor Jesus. Jesus nos chamou para fazer discípulos
Ateu ou não precisa ouvir do amor de Deus. Esta tarefa é da igreja do Senhor.
Mc.16:15 "Ide por todo mundo, e pregai o evangelho a toda criatura."
 IGREJA É TEMPO DE EVANGELIZAR.

segunda-feira, 8 de abril de 2013

QUÊNIA, LUTANDO PARA CONTINUAR DE PÉ. IGREJA, ORE!!!!!!



"Eu estou bem agora!", afirmou Lydia Ndavi, quando um colaborador da Portas Abertas quis saber como ela tem estado. "Às vezes, sinto muita dor em toda a perna que foi baleada, fora isso, estou indo bem e tenho permanecido firme com Jesus. Mas, para ser honesta, eu deixo de ir a alguns cultos aos domingos por medo. Ao ouvir rumores de outro ataque, fico atemorizada. Nas duas últimas semanas não fui à igreja por causa disso. "

Quando perguntada se ainda sofre com ataques de pânico durante a noite, Lydia respondeu: "Eu tenho dormido bem e, ultimamente, não acordo ao menor ruído, como antes. O único problema é a preocupação e o temor, que me impedem de frequentar os cultos tanto quanto eu gostaria."

Confiando em Deus, mas ainda assustadosEsse parece ser o resumo dos depoimentos de cristãos que ainda se encontram em Garissa
Caleb* confirmou que a Igreja, em Garissa, luta para continuar de pé, mesmo em meio à contínua insegurança. Muçulmanos fundamentalistas ainda têm empresas e agentes de segurança cristãos, igrejas e pastores como alvos de seus ataques. Em seu depoimento, ele refere-se, entre outras histórias, ao assassinato de Abdi Welli, em fevereiro.

"Houve um êxodo em massa de não muçulmanos e cristãos nos últimos meses. A maioria das igrejas conta, agora, com menos de 50% de seus fiéis nos cultos. As pessoas deixaram a área temendo por suas vidas e pela segurança de suas famílias. Essas preocupações são válidas, não podemos culpá-los por tomarem essa decisão", disse Caleb.

Ele também acrescentou: "Nós, que estamos ficando para trás, estamos bem. Deus acalmou nossos corações, mentes e emoções, apesar da contínua insegurança. Minha fé continua forte e eu louvo a Deus por isso, mesmo que não seja fácil viver em um lugar como este, em que convivemos com o perigo constante."

Kaleli, pastor sênior da igreja AIC, em Garissa, falou à Portas Abertas: "Minha esposa Anna, que foi ferida no ataque, está melhor. Ela recebeu alta após 35 dias de internação no hospital; a cirurgia foi bem sucedida. Ela ainda sofre com dores, mas, sobretudo, Deus a tem sustentado."

Inicialmente, o casal estava determinado a ficar, Anna principalmente. Eles entendiam que partir significaria derrota. No entanto, eles têm percebido que precisam dar uma pausa aos seus filhos, traumatizados e suas famílias, no geral.

"Meus filhos e familiares foram tão prejudicados com esse ataque que pediram para que nos mudemos. Vamos nos transferir até o final de abril. Por favor, ore por nós e pela igreja enquanto essa transição ocorre."

"Quanto a mim", compartilhou Kaleli, "estou vivo e saudável e louvo a Deus por isso. Mas é difícil ver uma congregação encolher tão radicalmente quanto a nossa. Na maioria dos cultos aos domingos, temos em média cerca de 60 pessoas, sendo que nos anteriores havia 200 que frequentavam regularmente! Eu percebo que também preciso me afastar um pouco, para me recuperar e me atualizar. Por favor, mantenha-nos em suas orações."

O nível de desânimo em Garissa é motivo de preocupação. A Portas Abertas garantiu ao pastor Kaleli que milhares de cristãos ao redor do mundo vão continuar orando por eles e pelo resto da comunidade cristã em Garissa.

Através de visitas de encorajamento, vários tipos de treinamento e desenvolvimento socioeconômico, a Portas Abertas permanece intimamente envolvida com a Igreja em Garissa.

*Nome trocado para a segurança do cristão
FontePortas Abertas Internacional
TraduçãoAna Luíza Vastag
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