quinta-feira, 24 de abril de 2014

IRÃ – CRISTÃOS PRESOS NÃO RECEBEM TRATAMENTO MÉDICO NECESSÁRIO.

Com o ano novo iraniano, algumas coisas ‘novas’ têm acontecido à República Islâmica. O famoso presidente austríaco Heinz Fischer aceitou o convite para visitar o Irã. Nenhuma data foi marcada, mas essa será a primeira visita de um chefe de estado do Ocidente em muitos anos, já que ninguém visitou o Irã durante o governo dos antecessores do presidente Rouhani, Mohammad Khatami e Mahmoud  Ahmadinejad.
A despeito das aparências amigáveis para com o Ocidente, a recente eleição de Rouhani não contribuiu para diminuir as injustiças que muitos cidadões iranianos, especialmente os não muçulmanos, continuam a sofrer.
Outro evento ‘novo’ diz respeito à cidadã anglo-iraniana Roya Nobakht, que foi presa em outubro de 2013 por dizer no Facebook que o Irã é ‘muito islâmico’. Roya esteve nas manchetes por ter sido acusada oficialmente de ‘insultar a santidade do islã’, um crime punível com a morte.
Especialistas que seguem o que tem ocorrido no Irã continuam escandalizados com a lista de abusos de direitos humanos do país, especialmente com os cristãos e outras minorias.
De fato, o relator especial da ONU sobre a situação de Direitos Humanos no Irã, Ahmeed Shaheed, informou a situação ao Conselho de Direitos Humanos da ONU em março.
Enquanto a maioria dos casos envolvendo cristãos é julgada em tribunais revolucionários para os crimes de ‘segurança nacional’, o relato destaca que alguns cristãos enfrentam acusações em tribunais penais públicos por manifestações de crenças religiosas. Por exemplo, um tribunal condenou quatro cristãos a 80 chibatadas por beberem vinho durante a ceia em outubro de 2013.
Da mesma forma, em janeiro de 2014, pelo menos 49 cristãos estavam presos. Somente em 2013, as autoridades prenderam pelo menos 42 cristãos, dos quais 35 foram acusados de participação informal em igrejas domésticas, associação com igrejas fora do Irã, atividade evangélica real ou percebida, e outras atividades cristãs comuns. As penas variam de um a 10 anos de prisão.
Desde outubro de 2010, o discurso do Aiatolá Ali Khamenei, no qual disse que há uma luta entre "os inimigos do islã que estabelecem e incentivam a expansão do cristianismo no Irã", o governo iraniano tem aumentado de forma consistente as restrições contra as pessoas que se convertem do islã ao cristianismo. Considerando o que aconteceu no período relatado, a pressão recente sobre os cristãos parece confirmar isso.
A Igreja Presbiteriana de São Pedro, em Teerã, foi adicionada, em dezembro de 2013, à crescente lista de igrejas onde os cristãos de língua farsi são proibidos de participar dos cultos ou de entrar nas instalações. Anteriormente, o Ministério da Inteligência pediu aos membros da Igreja de São Pedro para submeter suas carteiras de identidade e informações pessoais ao ministério. Isto foi feito provavelmente para intimidar os membros da igreja e evitar que frequentassem os cultos. Em agosto de 2013, o mesmo ocorreu à Igreja Católica de Abraão, em Teerã, que anunciou que os cristãos de língua farsi seriam proibidos de frequentar os cultos em cumprimento a exigências do governo. Em junho de 2013, a igreja havia recebido ordens de submeter cópias das carteiras de identidade dos membros.
Vários pastores de igrejas estabelecidas (armênios, assírios) que estavam sujeitos a restrições antes de outubro de 2013 foram ainda mais pressionados pelo governo através de intimidações e interrogatórios para encorajá-los a cessarem suas atividades e deixarem o país.
As pressões para manter os cristãos de origem muçulmana fora das igrejas tradicionais têm resultado em um movimento de igrejas domésticas próspero, mas vulnerável.
Os líderes de igrejas domésticas e seus membros são ameaçados por ataques às suas reuniões, especialmente no Natal. Líderes ou membros ativos foram presos, incuindo pelo menos 16 cristãos ex-muçulmanos, durante o período coberto pelo relatório da ONU. Material, livros e DVDs cristãos foram confiscados.

Cristãos foram agredidos fisicamente. Alguns foram levados para localidades desconhecidas e tem sido difícil determinar seu paradeiro. Os familiares de membros que tentam descobrir a localização de cristãos presos foram ameaçados a permanecerem calados. Quando perguntadas sobre as condições de cristãos que supostamente estariam na prisão Evin, as autoridades se recusaram a dar respostas em alguns casos e despediram os familiares com preocupações. Enquanto um pastor estava detido na prisão, sua casa foi invadida em dezembro de 2013. Sua esposa e seus filhos foram ameaçados pelas forças de segurança e um laptop e material cristão foram levados.
Alguns estão presos há muito tempo e não recebem o tratamento médico necessário. No caso de Saeed Abedini, o pastor americano-iraniano preso, foi informado que ele tinha sido levado para um hospital enquanto Catherine Ashton, alta representante da União Europeia, estava em visita oficial ao Irã, mas não recebeu tratamento adequado.
Aparentemente, até mesmo a tradição de longa data de permitir uma licença de duas semanas em casa aos prisioneiros de longo prazo (o que se assemelha a passar o Natal em casa) foi arbitrariamente aplicada. 
Ore pelo Irã!

Fonte Portas Abertas Internacional  www.portasabertas.org.br
TraduçãoGetúlio A. Cidade


segunda-feira, 21 de abril de 2014

NIGÉRIA IPHONE BANHADO A OURO LEMBRANCINHA DE CASAMENTO


Em uma cerimônia regada de muita ostentação, o primeiro filho do presidente nigeriano Goodluck Jonathan Sakwe casou com sua namorada de longa data, Godswill Osim Edward. Cada convidado presente no casamento saiu com uma singela lembrancinha do jovem casal: um iPhone de ouro. 
Os aparelhos foram customizados com os nomes dos noivos na traseira dourada de 24 quilates, confeccionados especialmente para o enlace matrimonial. 
Em 2013, o presidente comprou 53 iPhones de ouro para comemorar a independência do país. De acordo com o jornal Nigerian Eye, Jonathan Sakwe gastou quase R$ 2 bilhões de dólares. 
A cerimônia foi realizada no Centro Ecumênico Abuja e transmitida ao vivo pela emissora de televisão nigeriana, NTA.

Parece que a imensa riqueza cultuada no casamento deixa de lado à pobreza com a qual seus habitantes convivem diariamente. O país figura na posição 153 do IDH, lista que contempla 186 nações.
 Fonte: www.info.abril.com.br 15/04/2014 14h16 - Atualizado em 15/04/2014 18h35

Religião  

Os níveis de violência contra os cristãos em 2013 permaneceram extremamente elevados, com centenas de casos de agressão física, a destruição de cerca de 300 igrejas e a morte de 612 cristãos. No fim de janeiro deste ano, um dos maiores ataques na história da Nigéria contra uma igreja deixou 99 mortos. O líder pentecostal Rev. Faye Pama Musa foi morto a tiros por dois suspeitos do grupo radical Boko Haram. 

Entretanto, a violência de grupos terroristas islâmicos não é a única forma de perseguição. 

O governo local e grupos sociais quase não deixam espaço para que os cristãos vivam suas próprias vidas. Muitos vilarejos cristãos têm acesso negado a instalações básicas como poços e escolas.
A Nigéria e a 14º na Lista  Perseguição Religiosa 
 Fonte www.portas abertas.com.br

Comentário:
Creio que muitos ficarão com inveja de não ter sido convidado para a  cerimônia.  Esta lembrancinha seria como uma poupança para alguns. Poderia ser guardada e no futuro viraria uma renda. Quem sabe, para  pagar alguma dívida.
Não sei qual foi a intenção deste casal, se foi simples ostentação, vaidade, soberba. Creio também que uma parte da população não ficou nada satisfeita com tudo isso.
53 iphones de lembrancinhas toda esta ostentação não paga a salvação de uma alma.
Vamos orar  Nigéria é a 14º na perseguição religiosa. O mundo clama igreja!


De nada aproveitam as riquezas no dia da ira, mas a justiça livra da morte. Provérbios 11:4
Há alguns que se fazem de ricos, e não têm coisa nenhuma, e outros que se fazem de pobres e têm muitas riquezas. Provérbios 13:7
O que aumenta os seus bens com usura e ganância ajunta-os para o que se compadece do pobre. Provérbios 28:8
Quem amar o dinheiro jamais dele se fartará; e quem amar a abundância nunca se fartará da renda; também isto é vaidade. Eclesiastes 5:10

sexta-feira, 18 de abril de 2014

ANUNCIAR O EVANGELHO PARA OS INDÍGENAS



O que são Missões Transculturais

Duas coisas diferentes que comumente confundimos são MISSÃO e Missões. Desde o Éden, quando a raça humana nas pessoas dos nossos primeiros pais se separou de Deus pela desobediência, Deus manifestou seu Amor e seu plano perfeito e eterno de resgatar para si aqueles que se haviam perdido. Genesis 3:15 é a primeira promessa do Libertador, aquele esmagaria a cabeça da serpente ainda que ferido no calcanhar. Esta é a MISSÃO e ela pertence a Deus pois ele mesmo se propôs a cumpri-la. Por esta razão Jesus afirmou não poucas vezes que ele havia vindo para resgatar, buscar, o que se havia perdido. Maravilha das maravilhas é que o Senhor Deus desejou contar conosco e usar-nos no cumprimento da MISSÃO. Missões, portanto, são expressões diversas pelas quais nós, povo de Deus, cumprimos nossa parte na MISSÃO, isto é, em toda parte e de toda maneira levando as boas novas de que, em Cristo, já é possível voltar ao lar.
A Missão é desenvolvida em missões transculturais todas as vezes que buscamos COMUNICAR a notícia de salvação em Cristo a outros, mesmo perto de nós, e, ainda, sempre que os missionários ou enviados buscam fazê-lo a grupos humanos que existem em outros universos sócio-culturais e linguísticos, isto é, onde as maneiras de pensar, de entender a vida e de falar são mais ou menos diferentes das nossas, os que queremos comunicar do Evangelho. Paul Hiebert diz:
“Há um abismo entre nós e aqueles a quem vamos servir (ministrar). Há ainda um abismo maior entre o contexto histórico e cultural da Bíblia e vida contemporânea. Como unir estes abismos, tornando possível e eficiente a comunicação (transcultural) ... do Evangelho?”

QUAL A IMPORTÂNCIA DE CONHECER A CULTURA DE UM POVO

Para responder bem a esta pergunta precisaríamos pensar mais demoradamente no que é, finalmente, o que costumamos chamar CULTURA. Muitas são as tentativas de definir este conjunto de coisas que acaba por definir que tipo de pessoa humana ou mesmo de grupo humano é este sobre o qual pensamos. Uma imagem muito usada é a de uma cebola com suas várias camadas sendo cada uma delas uma representação dos diversos níveis de realidades que compõem a pessoa humana e também um povo ou raça humana. Hiebert, citando LARAIA diz que culturas são:
“Os sistemas mais ou menos integrados de idéias, sentimentos, valores (e crenças) e seus padrões associados de comportamento e produtos, compartilhados por um grupo de pessoas que organiza e regulamenta o que pensa, sente e faz.” (Laraia em Hiebert, 1999, 30). grifo nosso
Tentar comunicar com alguém ou com um povo que pensa e tem valores, sentimentos e crenças totalmente diferentes dos nossos é uma tarefa das mais complicadas, uma vez que não conhecemos os caminhos para a compreensão, as barreiras que podem atrapalhar ou mesmo impedir por completo que a mensagem que eu tenho a transmitir seja compreensível da forma como eu gostaria de comunicar. De fato, as diferenças de pensamento são tão sérias que algumas vezes além de não sermos compreendidos podemos mesmo entrar em situações perigosas por ofendermos alguém com palavras ou ações que, para nós, não significam ofensa, mas para eles sim. Por isso, tentar comunicar o Evangelho de Cristo sem conhecer previamente a mente e o coração de um povo a quem queremos alcançar vai, inevitavelmente, fadar nosso esforço a uma acomodação sincrética de idéias, onde o velho e o novo se fundem e produzem algo diferente e falso.

QUAL O VALOR DA BÍBLIA TRADUZIDA PARA UMA LÍNGUA NATIVA?

Por que a fé vem pelo ouvir e ouvir a palavra de Deus.
Jesus é prometido antes da fundação do mundo, a história de Deus está em toda a Bíblia. É muito importante que um indígena tenha esta história completa, para que não coloque as histórias de Deus no mesmo patamar de seus mitos.
A bíblia é nosso manual de instruções, ela supra cultural ou seja serve para qualquer cultura.
Para um indígena ouvir Deus falando sem sua própria língua, e ver seus escritos é fundamental para que creiam que este Deus é seu criador.
Estudamos a bíblia para sentir o mundo como Deus sente, ver com o olhar Dele. Por isso é muito valioso ter essa visão de Deus escrita em cada língua, ao alcance de todos.

O PORQUÊ DE ANUNCIAR O EVANGELHO PARA OS INDÍGENAS?

Sempre me deparo com esta pergunta: para que pregar para os indígenas? Eles são puros e sem pecado. Bem o que a bíblia diz é que todos pecaram, isso inclui os indígenas, africanos, brasileiros, etc. E aonde chegou o pecado tem que chegar a graça redentora de Cristo.
Em atos capítulo 1:8 diz que todo crente receberia poder, resultado da presença do Espírito Santo em nós, mas esse poder seria para ser testemunhas custe o que custar, até aos confins da terra, até a ultima aldeia.
Sabemos que não é tão simples, eles vivem em um mundo espiritual bem mais real que nós, barreiras enormes tem que ser vencidas, línguas a serem aprendidas, culturas a serem adquiridas. Mas o maior preço já foi pago na cruz. Se Ele disse Ide, a nós cabe só obedecer.

Além de ser uma ordem é um ato de amor e fidelidade. Foram comprados cabe a nós avisá-los. Vivem em trevas, cabe a nós levar a luz, estão morrendo é nossa obrigação levar Jesus, a Vida.
Se eu fosse um deles gostaria muito que alguém falasse desse tão grande amor.
E você? Se fosse um deles?

Missionário Carlos Carvalho  - Missionário e consultor linguístico da Missão Novas Tribos do Brasil

CONPLEI - CONSELHO NACIONAL DE PASTORES E LÍDERES EVANGÉLICOS INDÍGENAS
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quarta-feira, 16 de abril de 2014

JESUS CRISTO É A NOSSA PÁSCOA!



Páscoa significa "passagem". O termo faz referência aos hebreus escravizados no Egito e de como foram "salvos" da última das dez pragas que caíram sobre Faraó para que libertasse o povo de Deus que vegetava como escravo há 400 anos. Apesar dos sucessivos apelos de Moisés, Faraó endurecia, rejeitando a idéia de libertar o povo de Deus. Jeová, então, amaldiçoou o Egito com pragas, tais como água se transformando em sangue, epidemia das rãs, epidemia dos piolhos, epidemia de moscas, peste dos animais, a epidemia das úlceras, saraiva, a praga dos gafanhotos e as trevas. A pior delas, sem dúvida, foi a última: a morte dos primogênitos. Numa certa noite o "Anjo da Morte" passou por todo o Egito, matando todos os primeiros filhos de cada família. O Egito amanheceu de luto e em pranto, até Faraó perdeu seu sucessor. Horror, horror. Na noite anterior ao terrível juízo, todos os hebreus foram avisados que imolassem um cordeiro, comessem a carne do inocente animal e passassem o sangue dele sobre as vergas e os umbrais das portas. Assim a Morte "passaria" por cima daquela residência. Faraó deixou o povo ir. Nenhum primogênito entre os hebreus morreu. Isso foi a Páscoa. Acompanhe-me até o Calvário, séculos depois. Dá para ver um Cordeiro de Deus sendo crucificado, inocente e manso, entre dois malfeitores? Percebe seu Precioso Sangue sendo derramado? Paulo afirma que Jesus Cristo é a nossa Páscoa! Nele, e somente Nele, temos a certeza de que o Juízo da Morte não nos alcançará! Louvado Seja Jesus - O Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo!

Alimpai-vos, pois, do fermento velho, para que sejais uma nova massa, assim como estais sem fermento. Porque Cristo, nossa páscoa, foi sacrificado por nós. 1 Coríntios 5:7


FELIZ PÁSCOA, RECEBA JESUS COMO SEU SALVADOR.

domingo, 6 de abril de 2014

MISSIONÁRIOS BRASILEIROS PRESOS NO SENEGAL CONSEGUEM A LIBERDADE PROVISÓRIA


José Dilson da Silva é membro da Igreja Presbiteriana do Brasil e missionário, na capital senegalesa, Dakar. Zeneide Moreira, que trabalha para a Missão Servos, gerencia um abrigo para crianças de rua em Mbour, 80 quilômetros ao sul de Dakar.
A Associação Nacional de Juristas Evangélicos em Defesa das Liberdades Civis Fundamentais, ANAJURE, afirmou que é esperado um julgamento final do caso de Silva e Zeneide para a data de 30 dias após a sua libertação, ocorrida em 5 de abril.
Silva, que trabalha no Senegal desde 2005, também é responsável por uma escola particular em Dakar. Ele levantou o orfanato e Projeto Obadias em 2011, com o objetivo de tirar crianças das ruas, lhes oferecendo casa e comida, além de educação e atividades esportivas. Zeneide atua no abrigo como a “mãe” que muitos pequenos não têm.
O presidente da ANAJURE, Uziel Santana, falou à World Watch Monitor, agência internacional de notícias da Portas Abertas, que a queixa de conversões forçadas ao cristianismo foi sustentada por uma brecha legal: os projetos de Silva estavam operando sem as licenças necessárias.
Os problemas tiveram início quando um pai registrou queixa contra Silva por não ter aprovado que o seu filho, que acredita-se tenha 17 anos, aprendesse sobre os valores e princípios do cristianismo através do Projeto Obadias, o qual conta, hoje, com 200 crianças registradas.  A mídia local noticiou que o adolescente “se recusou a participar de orações muçulmanas e estava agindo como um cristão”.
O filho de Silva, Jon, publicou um texto sobre isso na internet:
“Esse homem alegou que meu pai fundou uma associação com o intuito de prejudicar as crianças do Senegal. A acusação diz que ‘a organização funciona como um centro para receber crianças de ruas e estudantes do Alcorão, e recrutou 17 crianças para forçá-los a passar por um treinamento de dois a três meses para ofícios como carpintaria e costura.’"
Aparentemente, o missionário foi levado à delegacia de polícia para responder perguntas relacionadas a essa acusação, mas terminou sendo preso. Pouco tempo depois, Zeneide foi presa em Mbour. Eles permaneceram detidos na cidade de Thies, aguardando por acusações formais. Nesse meio tempo, o primeiro pedido de fiança foi negado.
Originalmente, eles foram acusados de tráfico de crianças e conspiração para violar a lei. Porém, as acusações de "exploração de menores" e "desvio juvenil”, de acordo com a ANAJURE, foram "mais tarde, provadas pelas próprias autoridades locais como infundadas".
No entanto, os dois missionários permaneceram em detenção, e as autoridades que os prenderam nunca defenderam diante de um juiz os argumentos legais que as levaram a mantê-los presos mesmo depois de sua inocência ter sido provada.
De acordo com o filho da missionária Zeneide, que iniciou uma petição online para a liberação de ambos, os dois foram mantidos em condições imundas, espaços superlotados e obrigados a dividir uma cela com presos já condenados.
"Meu pai está preso em uma cela extremamente suja, repleta de outros 35 detentos. As condições são bastante graves. Os missionários foram forçados a assinar papéis sem poder lê-los, foram colocados em salas que não tinham janelas ou um lugar para sentar ou dormir, cheia de mosquitos, onde faz muito calor. Minha mãe e meu irmão só podem visitar meu pai às segundas-feiras e sextas-feiras, durante 10 minutos. É difícil para eles vê-lo sendo tratado como um criminoso”, descreveu o filho de Silva, quando o cristão ainda não havia sido solto.
À World Watch Monitor, o presidente da ANAJURE, Uziel Santana, contou que Silva tentou obter as autorizações necessárias quando iniciou o Projeto Obadias, mas foi enganado por um falso advogado, que recebeu dinheiro para realizar o trabalho, mas não garantiu as licenças. Santana disse que o cristão deixou a questão de lado e assumiu as consequências do erro.
"O Projeto Obadias estava funcionando normalmente. Mesmo sem as autorizações, Silva não tinha ideia de que o projeto estava ilegal perante a legislação do Senegal, até o pai do menino registrar a queixa", confirmou Santana. "Na delegacia de polícia, porém, a questão sobre as licenças não foi fundamental", destacou ele. "O principal problema era a ‘cristianização’ do abrigo. Uma vírgula legal mal colocada dá margem a qualquer reclamação contra os cristãos."
05 abr 2014
Neste 5 de abril 2014, completa um ano que os brasileiros José Dilson da Silva e Zeneide Moreira foram soltos da prisão no Senegal. Continue orando pelo desenrolar dessa situação, uma vez que sua libertação foi temporária e depende do julgamento na justiça local.

FONTE sit. www.postasabertas.com.br
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