sexta-feira, 29 de novembro de 2013

ADOLESCENTE VICIADA EM CRACK SOFRE COM GRAVIDEZ PRECOCE


RIO - Aos 13 anos, viciada em crack, Y. teve um bebê que foi entregue à adoção contra a vontade, em 2006. Antes de engravidar, a adolescente morava num abrigo em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, desde os dois anos, quando foi abandonada pela mãe. Próxima de dar à luz ao bebê, cujo pai ela nem se lembra quem é, Y. foi transferida para uma outra unidade de acolhimento em Santa Teresa. Depois que a criança nasceu, ela acusa a direção do local de impedi-la de ver o filho, o que culminou com a perda do poder familiar:

— Fiquei sem chão e me afundei no crack depois de perder meu filho. Engravidei de novo aos 15, mas, desta vez, encontrei pessoas que me apoiaram. Pelo meu filho, larguei o crack. Hoje, tenho emprego, ganho aluguel social e cuido dos meus dois filhos: um de três anos e um bebê de dois meses. Mas não há um dia que eu não sonhe com o meu primeiro bebê. Sei que ele está adaptado à nova família, mas queria vê-lo uma única vez — diz Y., chorando.

O segundo filho de Y. nasceu de seis meses com pouco mais de um quilo:
— Estava na cracolândia da Mangueira, quando a bolsa estourou. Não me lembro praticamente de nada, só o que me contaram depois. Alguém me levou ao hospital, sem que eu tivesse noção de que o bebê estava nascendo. Ele era magrinho e ficou quase um mês no hospital. Nunca pensei em tirar o meu filho. Pelo contrário, acho que isso fez com que eu ganhasse forças para lutar por eles.
Enquanto o bebê ficava na maternidade, a jovem foi apreendida e levada para a 2ª Vara da Infância e da Juventude, que julga os casos de adolescentes infratores. Segundo Y., por causa da falta de vagas, ela acabou ganhando o direito à liberdade assistida. Com o apoio da Defensoria Pública e de assistentes sociais e psicólogos da Uerj, a jovem virou exemplo de superação: venceu a dependência do crack. Hoje, ela ganha um salário mínimo como auxiliar de serviços gerais, foi mãe pela terceira vez e tenta, na Justiça, o direito de ganhar uma casa do programa Minha Casa Minha Vida.
— Quero ter uma casa só minha, para cuidar dos meus filhos, pois agora eu tenho algo que nunca tive: uma família — conta ela.
Segundo o pediatra e especialista em neonatologia José Luiz Bandeira Duarte, mães que consomem crack, por não darem comida aos bebês, acabam deixando-os desnutridos:
— A natureza sempre protege o feto no útero da mãe. Mesmo assim, qualquer droga, inclusive o álcool, pode ocasionar lesões neurológicas. A criança pode ter um retardo mental ou um desvio de comportamento — explica o médico.

O mundo pode te esquecer, mas Deus jamais te esquecerá. JESUS É A SOLUÇÃO.

Igreja Evangélica Assembleia de Deus em Cidade Nova tem um Centro de Recuperação conheça esta obra. Acesse www.cercin.webnode.com.br 


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terça-feira, 19 de novembro de 2013

FILIPINAS PEDE SOCORRO


As autoridades das Filipinas elevaram nesta segunda-feira (18) para 3.976 o  número oficial de mortos pela passagem do tufão Haiyan pela região central do país. Segundo o Conselho Nacional de Gestão de Redução de Risco de Desastres, outras 18.175 pessoas ficaram feridas e 1.598, desaparecidas. O balanço tem caráter provisório e deve ser atualizado a qualquer momento. 
Ainda de acordo com o organismo governamental, cerca de 10,3 milhões de pessoas foram afetadas pelo tufão. No total, há 353.862 desabrigados alojados provisoriamente nos 1.550 centros de evacuação.

Pelo menos 288.922 casas ficaram destruídas e outras 282.884 sofreram danos em 574 municípios das Filipinas. De acordo com o Conselho Nacional de Gestão de Redução de Risco de Desastres, a revisão nos números elevou os danos para US$ 236 milhões (o equivalente a R$ 550 milhões).
As equipes de resgate deslocadas para a região continuam encontrando corpos entre os escombros, alguns deles de pessoas que morreram recentemente, o que indica que ainda poderiam ser encontrados sobreviventes nas casas derrubadas.

Num primeiro momento, as estimativas da Organização das Nações Unidas e dos governos locais falavam em mais de dez mil mortos em todo o país. Apesar de o número oficial de vítimas fatais, atualizado com frequência pelo Conselho Nacional de Gestão de Redução de Risco de Desastres, estar abaixo dessas estimativas iniciais, a quantidade de vidas perdidas, de desabrigados e feridos após a passagem do tufão Haiyan pelas Filipinas sobe a cada novo balanço divulgado.

REDAÇÃO ÉPOCA, COM AGÊNCIA EFE
18/11/2013 10h38 - Atualizado em 18/11/2013 10h45









quarta-feira, 13 de novembro de 2013

DEZ PEDIDOS DE ORAÇÃO. ENVOLVA-SE


1-Ore pela Igreja e por seu crescimento
Pelo que sabemos, não existe Igreja no Afeganistão. Alguns convertidos têm comunhão em pequenos grupos, mas não fazem parte de um grupo maior de cristãos. Eles se sentem isolados e geralmente não sabem em quem confiar. Eles oram para que tenham a oportunidade de se reunir e crescer.
2-Interceda pelos cristãos perseguidos
O Afeganistão tem seus motivos para ocupar o terceiro lugar na Classificação de países por perseguição. Os cristãos são extremamente vulneráveis. Suas famílias se veem obrigadas a preservar sua honra e, portanto, forçam os mesmos a se reconverter. Se isso não acontecer, os cristãos podem ser humilhados, excluídos, abusados, sequestrados e até mortos. As autoridades e os grupos extremistas são outras fontes de ameaças à vida dos cristãos afegãos.
3-Peça oportunidades de testemunhar entre os afegãos
Há mais de 30 milhões de muçulmanos afegãos e apenas umas centenas de cristãos. A Igreja local espera e ora para que seus compatriotas sejam salvos por Jesus Cristo.
4-Suplique a Deus para levantar guerreiros para seu Reino
Os cristãos afegãos sabem da importância da oração. E pedem a Deus para levantar "guerreiros" de oração dentro e fora de seu país. Eles também precisam ser preparados para pregarem, ensinarem e discipularem outros convertidos afegãos.
5-Clame pelo governo e pelos cidadãos afegãos em 2014, um provável ano de incertezas
Em 2014, as tropas da Força Internacional de Assistência para Segurança sairão do país. Há muitas coisas que podem decorrer disso. Extremistas podem tomar o poder, ou o governo pode começar a colaborar com eles. Não há muita chance de haver aumento na liberdade religiosa.
6-Ore pelas eleições presidenciais em 2014
Os cristãos, bem como outros, temem que, caso haja controvérsia em relação às eleições presidenciais, alguns grupos resolvam recorrer à violência. Isso pode causar outra guerra civil.
7-Peça pelas negociações de paz com o Talibã e pela paz na região
O Talibã está sempre presente, mesmo se não é visto. Eles são uma ameaça aos cristãos e também aos direitos das mulheres. Em algumas áreas, o Talibã é bastante influente e capaz de arruinar a sociedade local.
8-Interceda pelos direitos das mulheres
No Afeganistão, as mulheres são cidadãs de segunda classe e têm poucos direitos. Muitas mulheres e garotas não podem ter acesso à educação. Elas geralmente são ignoradas por seus parentes. Maus-tratos e abusos são recorrentes nesse país, e as autoridades não oferecem nenhuma proteção.
9-Interceda por todos os que estão envolvidos em atividades terroristas, e peça a Deus para tocar seus corações
Jesus deixou ordens para que amássemos nossos inimigos e abençoássemos os que nos perseguem. Portanto, os cristãos intercedem pelos terroristas, extremistas e outros que se opõem ao cristianismo.
10-Clame contra a corrupção e o tráfico de drogas no Afeganistão
Segundo o Índice de Corrupção de 2012, o Afeganistão está entre as três nações mais corruptas do mundo (os dois primeiro são Somália e Coreia do Norte). Ele também é o maior exportador de drogas do mundo. A corrupção e o tráfico atrapalham o desenvolvimento do país. Ao mesmo tempo, incontáveis pessoas dependem desse tipo de economia sombria.
FontePortas Abertas Internacional

TraduçãoDaila Fanny

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

ALBINOS SÃO ALVOS DE MUTILAÇÕES E ASSASSINATOS EM PAÍSES AFRICANOS


Quando Josephat Torner nasceu, em um vilarejo na Tanzânia, os vizinhos aconselharam sua mãe a matá-lo com veneno. “É um bebê albino, isso é uma maldição, livre-se dele”, disseram. A mulher se recusou.
Mais tarde, quando Josephat ia começar a estudar, a professora não queria aceitá-lo. Tinha medo de que ele “contaminasse” os demais com albinismo, distúrbio genético que causa falta de pigmentação na pele e não é contagioso. Na classe, as crianças sentavam longe dele.
Aos 32 anos, casado e com dois filhos, Josephat perdeu a conta de quantas vezes escapou da morte. Ele circula por Dar es Salaam, principal cidade da Tanzânia, em uma caminhonete Nissan 2008 branca com vidros pretos. Os vidros escuros o protegem da luz do sol e de tentativas de assassinatos.
Nos últimos seis anos, pelo menos 72 albinos foram assassinados na Tanzânia. Muitos tanzanianos acreditam que albinos tenham poderes mágicos e que rituais de bruxaria usando partes do corpo de pessoas com albinismo tragam sorte ou riqueza.
Alguns acreditam que os rituais são mais eficientes se a vítima grita durante a amputação, então os braços, olhos e genitais normalmente são extraídos de pessoas vivas. Muitos creem que os albinos não morrem, eles simplesmente desaparecem.
Além disso, homens com HIV raptam meninas com albinismo na crença de que estuprá-las possa curar a Aids.
Segundo relatório da ONU publicado há três semanas, “um cadáver de albino completo, incluindo braços, pernas, genitais, orelhas, língua e nariz, custa US$ 75 mil [R$ 163 mil]” na Tanzânia.
Entre os compradores estão pescadores que usam pedaços do corpo em suas redes para garantir uma boa pescaria, mineradores que moem os ossos de albinos para achar riquezas, políticos que querem um amuleto para ganhar eleições e empresários de olho na sorte grande.
A ONU diz que a Tanzânia, que tem cerca de 200 mil albinos (0,4% da população), é o país com mais ataques. Em seguida vêm Burundi, Quênia, República Democrática do Congo, Suazilândia, África do Sul e Moçambique.
IMPUNIDADE
Apenas cinco pessoas foram condenadas pelos 72 assassinatos de albinos na Tanzânia nos últimos seis anos.
“Há gente graúda por trás dos assassinatos, políticos que encomendam partes de albinos para fazer rituais e tentar se eleger”, diz Josephat, que é ativista da Sociedade de Albinos da Tanzânia.
“É preciso descobrir onde está o mercado: quem encomenda os pedaços de albinos? Enquanto não descobrirem, os crimes vão continuar.”
“Há poucas condenações, porque todos esses rituais são secretos e é muito difícil achar provas para condenar os assassinos de albinos”, diz Alshaymaa Kwegyir, primeira deputada albina da Tanzânia, nomeada pela Presidência do país africano.
Diante da impunidade, as pessoas com albinismo na Tanzânia vivem com medo.
“Eu nunca ando sozinha à noite, só caminho por ruas movimentadas e não falo com quem não conheço”, diz Zakia Matimbwa, 37, que é albina e tem dois filhos com albinismo. “Nós simplesmente não podemos nos movimentar livremente como as outras pessoas”, afirma.
A ONU acredita que a maioria dos ataques não é registrada por causa do medo dos familiares de vítimas.
Logo após o pico de assassinatos, em 2009, o governo cassou a licença de todos os feiticeiros do país, que precisam dessa autorização para atuar. Muitos praticantes de magia negra dizem ser herbalistas, médicos tradicionais que usam remédios naturais.
Mas um ano depois, pouco antes das eleições, o governo revogou a medida, que era muito impopular. Segundo o Pew Research Institute, cerca de 60% dos tanzanianos acreditam em magia negra.
O governo criou nove abrigos para proteger albinos no país, principalmente perto do lago Vitória, onde ocorre a maioria dos ataques.
Crianças com albinismo ficam internadas nesses abrigos e muitas vezes nem voltam mais para casa.
Mas especialistas são contra os abrigos, acham que os albinos precisam ser integrados na sociedade para diminuir os preconceitos.
A albina Judica Lyamboko, 28, está aprendendo a costurar para arrumar um emprego que não seja na agricultura, debaixo do sol o dia inteiro. Ela só estudou até a escola primária, porque não conseguia enxergar direito, outro problema associado ao albinismo.
O maior sonho de Judica é se casar. Mas ela acha que vai ser difícil alguém que não tenha albinismo se apaixonar por ela. “Os pais de alguém normal nunca permitiriam o casamento com uma albina.”
Publicado recentemente no site 13 outubro 2013 por vilamissoes
PATRÍCIA CAMPOS MELLO
ENVIADA ESPECIAL À TANZÂNIA
A jornalista PATRÍCIA CAMPOS MELLO é bolsista do International Reporting Project da Johns Hopkins University
Fonte: UOL
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