POR QUE TEMOS DE EVANGELIZAR
Se não levarmos o Evangelho até aos confins da Terra,
jamais seremos reconhecidos como discípulos de Jesus. Desde o início de seu
ministério, Ele sempre fez questão de realçar a natureza evangelizadora de sua
missão e da tarefa que nos confiou (Mc 16.15; Lc 8.1). Nenhum outro trabalho é
tão importante e urgente quanto a evangelização.
A Igreja, por ser Igreja, não pode ignorar as exigências da Grande Comissão: evangelizar a todos, em todo tempo e lugar (Mt 24.14). A evangelização compreende, também, o discipulado, o batismo e a integração do novo convertido. Se crermos, de fato, que Cristo morreu e ressuscitou para redimir-nos do inferno, não nos calaremos acerca de tão grande salvação (Hb 2.3).
Aproveitemos todas as oportunidades para falar de Cristo, pois grande será a colheita de almas para o Reino de Deus.
I. EVANGELISMO
E EVANGELIZAÇÃO
Evangelismo ou evangelização? Neste tópico, veremos que
ambos os termos são igualmente corretos, pois a evangelização depende do
evangelismo. Se este é a teoria, aquela é a prática.
Evangelismo. É a doutrina cujo objetivo é fundamentar
biblicamente o trabalho evangelístico da Igreja de Cristo, de acordo com as
narrativas e proposições do Antigo e do Novo Testamentos (Gn 12.1,2; Is 11.9;
Mt 28.19,20; At 1.8).
O evangelismo fornece também as bases metodológicas, a fim de que os evangelizadores cumpram eficazmente a sua tarefa (2Tm 2.15).
O evangelismo fornece também as bases metodológicas, a fim de que os evangelizadores cumpram eficazmente a sua tarefa (2Tm 2.15).
Evangelização. É a prática efetiva da proclamação do
Evangelho, quer pessoal, quer coletivamente, até aos confins da Terra,
levando-nos a cumprir plenamente o mandato que Jesus nos delegou (At 1.8).
A evangelização não é um trabalho opcional da Igreja, mas uma obrigação de cada seguidor de Cristo (1Co 9.16).
A evangelização não é um trabalho opcional da Igreja, mas uma obrigação de cada seguidor de Cristo (1Co 9.16).
II. POR QUE TEMOS
DE EVANGELIZAR
Podemos apresentar pelo menos quatro razões que nos
levarão a falar de Cristo a tempo e fora de tempo. A partir daí, não
descansaremos as mãos até que o mundo todo seja semeado com a Palavra de Deus
(Ec 11.6).
É um mandamento de Jesus. Temos de evangelizar porque,
acima de tudo, é uma ordem de Nosso Senhor Jesus Cristo (Mt 28.19,20; Mc 16.15;
Lc 24.46,47; At 1.8). Logo, não há o que se discutir: evangelizar não é uma
obrigação apenas do pastor e dos obreiros; é um dever de todo aquele que se diz
discípulo do Nazareno.
Aquele que ama a Cristo não pode deixar de falar do que tem visto e ouvido. Assim agiam os crentes da Igreja Primitiva. Não obstante a oposição dos poderes religioso e secular, os primeiros discípulos evangelizavam com ousadia e determinação (At 4.20).
É a maior expressão de amor da Igreja. A Igreja
Primitiva, amando intensamente a Cristo, evangelizava sem cessar, pois também
amava as almas perdidas (At 2.42-46). O amor daqueles crentes não se perdia em
teorias, mas era efetivo e prático; sua postura era mais do que suficiente para
levar milhares de homens, mulheres e crianças aos pés do Salvador. A igreja em
Tessalônica também se fez notória por sua paixão evangelística (1Ts 1.8).
Enfrentamos hoje uma crise econômica, moral e política muito séria, porém precisamos continuar evangelizando os de perto e os de longe.
Enfrentamos hoje uma crise econômica, moral e política muito séria, porém precisamos continuar evangelizando os de perto e os de longe.
O mundo jaz no maligno. Implementemos a evangelização,
pois muitos são os que caminham a passos largos para o inferno (1Jo 5.19).
Diante dessa multidão, não podemos ficar indiferentes. Uns acham-se
aprisionados pelas drogas. Outros, pela devassidão e pela violência. E outros,
ainda, por falsas religiões. Precisamos evangelizar esses cativos. Somente
Jesus Cristo pode libertar os oprimidos das cadeias espirituais (Jd vv.22,23).
Porque Jesus em breve virá. Finalmente, empreguemos todos
os nossos esforços na evangelização, porque o Senhor Jesus não tarda a voltar.
Sua advertência é grave e urgente: “Convém que eu faça as obras daquele que me
enviou, enquanto é dia; a noite vem, quando ninguém pode trabalhar” (Jo 9.4).
Sim, Jesus em breve virá. O que temos feito em prol da evangelização? Não
podemos comparecer de mãos vazias perante o Senhor da Seara.
III. COMO
EVANGELIZAR
A missão de pregar a todos, em todos os lugares e em todo
tempo, inclui a evangelização pessoal, coletiva, nacional e transcultural.
Neste tópico, destaquemos o exemplo de Cristo, o evangelista por excelência.
Evangelização pessoal. Em vários momentos de seu
ministério, o Senhor Jesus consagrou-se à evangelização pessoal. Na calada da
noite, recebeu Nicodemos, a quem falou do milagre do novo nascimento (Jo
3.1-16). E, no ardor do dia, mostrou à mulher samaritana a eficácia da água da
vida (Jo 4.1-24).
Neste momento, há alguém, bem pertinho de você que precisa ouvir falar de Cristo. Não perca a oportunidade e evangelize, pois quem ganha almas sábio é (Pv 11.30).
Neste momento, há alguém, bem pertinho de você que precisa ouvir falar de Cristo. Não perca a oportunidade e evangelize, pois quem ganha almas sábio é (Pv 11.30).
Evangelização coletiva. Cristo dedicou-se também ao
evangelismo coletivo. Ele aproveitava ajuntamentos e concentrações, a fim de
expor o Evangelho do Reino. As multidões também precisam ser alcançadas com a
pregação do Evangelho, para que todos ouçam a mensagem da cruz. Voltar à
prática do evangelismo em massa é uma necessidade urgente.
Evangelismo nacional. Em seu ministério terreno, Jesus
era um judeu inserido na sociedade judaica, falando-lhes em sua própria língua.
Sua identificação com a cultura israelita era perfeita (Jo 4.9). Ele não podia
esconder sua identidade hebreia (Lc 9.53). Cristo viveu como judeu e, como
judeu, morreu (Mt 27.37). Nessa condição, anunciou o Evangelho do Reino às
ovelhas perdidas da Casa de Israel.
Evangelismo transcultural. Embora sua missão imediata
fosse redimir as ovelhas da Casa de Jacó (Mt 15.24), Jesus não deixou de
evangelizar pessoas de outras culturas e nacionalidades. Atendeu a mulher
siro-fenícia (Mc 7.26). Socorreu o servo do centurião romano (Mt 8.5-11). E não
foram poucos os seus contatos com os samaritanos (Lc 17.16; Jo 4.9).
É chegado o momento de olharmos além de nossas fronteiras, ouvindo o gemido das nações, tribos e povos não alcançados.
CONCLUSÃO
Evangelizar
é a missão de todo crente. Quer obreiro, quer leigo, ganhar almas é o seu
dever. Na crise atual, muitos são os que, desesperados, buscam um salvador. Mas
apenas a Igreja de Cristo pode mostrar o caminho da salvação. É hora de
evangelizar e de fazer missões. Arranquemos as almas perdidas das garras de
Satanás.
TEXTO: http://escoladominical.assembleia.org.br/
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